Login

Esqueci minha senha

Últimos assuntos
» Duvidas sobre cavalos registrados e cor de pelagem
Ter Jul 22, 2014 11:51 pm por Jéssica Maciel

» Comprar um poldro
Qui Out 24, 2013 3:31 am por geferson santos silva

» Aguamento tem cura total?
Dom Out 06, 2013 6:12 am por luizfernandosilvy

» Licenciatura em Equinicultura - Escola Superior Agrária de Elvas/IPP
Dom Ago 04, 2013 11:31 pm por GIC

» Agrária de Elvas inaugura Centro de Enfermagem Veterinária
Sex Jul 12, 2013 4:56 pm por GIC

» Caimbras no cavalo
Ter Out 30, 2012 2:32 am por Luiz Michel dos Santos

» Dificuldade
Qua Jul 25, 2012 2:50 pm por Zagalote

» Lic. em Equinicultura na Escola Superior Agrária de Elvas
Ter Jun 12, 2012 2:27 pm por GIC

» A Língua Silenciosa dos Centauros
Qui Jan 26, 2012 8:03 pm por magali

» Aluguel de Baias/Cocheira
Seg Out 24, 2011 4:32 pm por samy

» Puro Sangue Lusitano
Qua Set 07, 2011 7:23 pm por claudia almeida

» Os EUA ameaçam acabar com cavalos selvagens!!!
Sab Jul 02, 2011 5:01 pm por italo resende

» LICENCIATURA EM EQUINICULTURA - ANO LECTIVO 2011/12
Ter Jun 28, 2011 1:38 pm por GIC

» Partilhar penso de Cavalo
Qui Jun 09, 2011 12:12 am por Vitor Rita Diniz

» Vendo ração hormonizada 80%
Dom Abr 10, 2011 3:02 pm por comercialjocafa

Sabor & Tradição


Todo a tradição do sabor no seu novo Pronto-a-Comer

Visite-nos e disfrute de um espaço
onde encontra a côr,
o aroma
e o sabor
que sempre desejou!

Agora no Pinhal Novo

www.saboretradicao.com
saboretradicao@gmail.com

 
Quinta do Monte Novo


Quinta Do Monte Novo

A Quinta do Monte Novo é uma empresa do sector industrial e comercial


Conheça a nossa gama de produtos:
Arte Equestre



  • Selas e Selins
  • Artigos para Equitação
  • Artesanato
  • Peles
  • Louças Regionais
  • Cobres e Estanhos
  • Capotes Alentejanos
  • Artigos de Caça

Rua Diogo Cão, n.º 17,
7000 Évora
Telefone: 266 704 609
Fax: 266 704 609


Equoterapia - os seus efeitos terapêuticos ( Parte II )

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

Equoterapia - os seus efeitos terapêuticos ( Parte II )

Mensagem  Admin em Sex Set 05, 2008 1:32 am

Estimulação para o desenvolvimento tátil

Grifin e Gerber (1996, p. 15), em seu artigo Desenvolvimento tátil e suas Implicações na Educação de Crianças Cegas, ao se referirem ao desenvolvimento tátil de crianças cegas dizem que:

... a modalidade tátil é de ampla confiabilidade. Vai além do mero sentido do tato: inclui também a percepção e a interpretação por meio da exploração sensorial. Esta modalidade fornece informações a respeito do ambiente, menos refinadas que as fornecidas pela visão. As informações obtidas por meio do tato têm de ser adquiridas sistematicamente, e reguladas de acordo com o desenvolvimento, para que os estímulos ambientais sejam significativos. [...] A ausência da modalidade visual exige experiências alternativas de desenvolvimento, a fim de cultivar a inteligência e promover capacidades sócio-adaptativas. O ponto central desses esforços é a exploração do pleno desenvolvimento tátil.

O programa por nós desenvolvido e aplicado no atendimento equoterápico de crianças cegas privilegiou a estimulação tátil, pois desde o primeiro momento em que chegam ao local de realização das sessões, as crianças são estimuladas a efetuar o reconhecimento da área, o que chamamos de ambientação, e é por meio da experiência tátil e dos outros sentidos que a realizam.

Em seu primeiro contato com o animal, a criança, por meio da modalidade tátil poderá perceber sua forma, a textura do seu pelo, o calor de seu corpo, seus movimentos respiratórios, as diferenças dos pelos da crina e da cola, e aos poucos o reconhecimento dos equipamentos de montaria que serão utilizados durante as sessões. Esse procedimento é repetido em todas as sessões, para que a criança cega adquira o reconhecimento da estrutura e da relação das partes com o todo e também a consciência de qualidade tátil, importante para o seu desenvolvimento.

Reforço e motivação

A esse respeito Figueira (1996, p. Cool, diz o seguinte:

... em cada etapa do desenvolvimento uma capacidade emerge e é trabalhada pelo organismo, passando a ser integrada em uma escala crescente de desenvolvimento. Para que isto ocorra a criança necessita ser encorajada e reforçada pelos pais. Se não há reforço e motivação esta criança será invadida por uma sensação de insegurança e medo.

O desenvolvimento psicomotor se realiza pela combinação do prazer que a criança sente ao ter experimentado algo novo (uma aquisição motora e/ou sensorial) e o reforço familiar à aquisição feita.

Na equoterapia, os praticantes são encorajados e reforçados pelos membros da equipe que estão realizando a intervenção e, a todo momento, a cada ação realizada, a cada insegurança vencida, são estimulados a continuarem. Todo esse trabalho é realizado de forma a tornar o tempo em que permanecem montados o mais agradável e prazeroso possível, além de aproveitar todos os momentos e situações para o desenvolvimento dos outros sentidos.

Aquisição ou reaquisição de esquemas motores e/ou mentais

As crianças cegas devem ter a oportunidade de vivenciar experiências totais de forma inteligente, ampla e generalizada que não somente compreendam conhecimento verbal e tátil dos objetos, mas também sua posição no espaço e no tempo, suas relações com a criança e com outros seres e objetos. Dessa forma ela vai se organizando, conhecendo e sentindo-se segura e confiante para se lançar em novas experiências (Figueira, 1996).

Nesse contexto o cavalo é um instrumento cinesioterapêutico, um ser vivente, dócil, que responde aos afetos que recebe, que tem vontade própria e que precisa ser dominado, para que o cavaleiro realize o manejo que desejar. Para Cittério (1999, p. 35): “A equoterapia poderá ser colocada num importante processo de aquisição ou reaquisição de esquemas motores e/ou mentais, no qual o indivíduo se tornará protagonista do momento reabilitador, um indivíduo ativo porque motivado pela relação com um outro ser vivente.”

Herzog (1989) relata que o cavalo pode ser um instrumento de acesso entre a realidade do praticante e a do terapeuta, funcionando ainda como intermediário entre o mundo intrapsíquico do praticante e o mundo exterior.

Assim, o cavalo proporciona ao praticante a criação de uma nova imagem corporal, devido às informações recebidas da montaria e à relação com a equipe, o que favorece a estruturação do eu. O deslocamento a cavalo, tendo pontos de referência (no nosso caso estímulos sonoros), exige a representação mental do gesto e do deslocamento.

O praticante deve respeitar o animal, fazendo com que ele compreenda aquilo que ele, praticante, decidiu sozinho. Isso faz com que o praticante que não fazia isso na vida cotidiana, o faça com o cavalo, resultando em uma revolução própria.

Estimulação motora

Figueira (1996), quando reporta à assistência fisioterápica à criança cega congênita, reafirma que a melhor ajuda que a fisioterapia pode prestar é por meio da estimulação motora. A criança deve aprender a se movimentar, a conhecer seu corpo e ter prazer em se deslocar para descobrir o mundo que a cerca e dominar o espaço. A passividade impressa pela ausência da visão pode implicar alterações nas seguintes áreas: tônus muscular, postura, coordenação motora e psíquica, equilíbrio, orientação espacial, cinestésica e social.

O recurso mais apropriado é a cinesioterapia por meio de exercícios passivos, ativo-assistidos e ativo-livres, de acordo com o propósito em questão. A cinesioterapia, ou seja, terapêutica pelo movimento pode ser realizada pela estimulação auditiva, olfativa, gustativa, tátil, proprioceptiva e cinestésica, visando a desenvolver a consciência corporal, a coordenação motora, o equilíbrio, a correção postural, a marcha e a orientação no espaço.

A respeito dos ganhos em nível neuromotor, da equoterapia, Cittério (1992) relata que estes se evidenciam sobre o alinhamento corporal (cabeça, tronco, quadril), controle das simetrias globais, equilíbrio estático e dinâmico e que em nível psicológico percebe-se a melhora na capacidade de orientação e de organização espacial e também na capacidade executiva.

Na equoterapia o cavalo atua como agente cinesioterapêutico, facilitador do processo ensino–aprendizagem e como agente de inserção e reinserção social. Cittério (1999) aborda o assunto, afirmando que não devemos nos esquecer da hipótese comportamentalista na qual se baseia a equoterapia, método considerado como condicionamento motor impresso no ritmo e no comando, também chamado de “pedagogia em movimento” ou ainda “ciência do movimento”, e outros autores o tratam como “sistema de vida”.



Conclusão

Nossa pesquisa, o estudo de diferentes autores sobre cegueira e equoterapia propriamente ditas, proporcionou-nos importantes reflexões sobre esse recurso terapêutico, além da identificação de especificidades no atendimento à criança cega. O trabalho se deu fundamentado em princípios e na técnica da equoterapia desenvolvida e adaptada de acordo com nossa vivência durante nossa pesquisa e segundo a necessidade e potencialidade de cada praticante, objetivando seu desenvolvimento como um ser integral.

Além da estimulação dos outros sentidos, os resultados de nossa pesquisa apontam para uma melhora do relacionamento social do grupo, evidenciando os aspectos da comunicação, da atenção e das regras sociais, tanto no ambiente da equoterapia quanto fora dele.

Em relação aos efeitos da equoterapia sobre a psicomotricidade, ficou evidenciado uma melhora do grupo quanto ao equilíbrio e à postura do tronco ereto, o que implica também uma melhora do sentido de segurança. Os ganhos obtidos no aspecto do equilíbrio são muito importantes para o cego, pois a mobilidade do indivíduo que não possui a visão depende em muito desse sentido, cujo desenvolvimento necessita ser estimulado desde o nascimento.

Portanto, este estudo exploratório demonstra que a equoterapia é um recurso que contribui para a melhora de aspectos psicomotores e sociais de indivíduos com cegueira e, conseqüentemente, melhora sua qualidade de vida, respeitando-se o potencial e a fase de desenvolvimento em que se encontra o indivíduo.

Outra observação foi da importância do seguimento de um programa de atendimento adequado à cegueira, uma vez que requer técnicas de intervenção diferenciadas das aplicadas às outras necessidades especiais.



Referências

Amiralian, M. L. T. M. (1997). Compreendendo o cego: Uma visão psicanalítica da cegueira por meio de desenhos-estórias. São Paulo: Casa do Psicólogo.

Araujo, S. M. D. (1997). O jogo simbólico numa proposta pedagógica para o deficiente visual. Revista Benjamin Constant, (Cool.

Associação Nacional de Equoterapia (ANDE/BRASIL) (1999). Fundamentos básicos sobre equoterapia (pp. 13-16). In Coletânea de Trabalhos, 1. Congresso Brasileiro de Equoterapia, Brasília, DF: ANDE/BRASIL.

Botelho, L. A. A. (1999). A causística da Equoterapia no programa de reabilitação da Fundação Selma. In Coletânea de Trabalhos, 1. Congresso Brasileiro de Equoterapia (pp. 149-150). Brasília, DF: ANDE/BRASIL.

Community Based Program Boston Center for Blind Children – Boston. (1996, setembro). A Cegueira congênita e o desenvolvimento infantil (A. Oliveira, Trad.). Revista Benjamin Constant, (4).

Cittério, D. (1999) Os exercícios de neuromotricidade no quadro das hipóteses de reabilitação neuroevolucionística. In Coletânea de Trabalhos, 1. Congresso Brasileiro de Equoterapia (p. 35-42). Brasília, DF: ANDE/BRASIL.

Eehardt, R. P. (1997, setembro). Níveis seqüenciais do desenvolvimento da preensão (I. Viegas, Trad.). Revista Benjamin Constant, (7).

Figueira, M. M. A. (1996). Assistência fisioterápica à criança portadora de cegueira congênita. Revista Benjamin Constant, (5).

Freire, H. B. G. (1999). Equoterapia: teoria e técnica. Uma experiência com crianças autistas. São Paulo: Vetor.

Garrigue, R. (1999). A prática da Equoterapia. In Coletânea de Trabalhos, 1. Congresso Brasileiro de Equoterapia (pp. 19-23). Brasília, DF: ANDE/BRASIL.

Grifin, H. C. & GERBER, P. J. (19996, dezembro). Desenvolvimento tátil e suas implicações na educação de crianças cegas (I. Viegas, Trad.). Revista Benjamin Constant, (5).

Heimers, W. (1970). Como devo educar meu filho cego? São Paulo: Ministério da Educação e Cultura (MEC).

Herzog, L. (1989, outubro). A equitação Psicoterápica (L. G. Queiroz, Trad., pp. 15-20). Revista Cheval-Connexion, Brasília, DF: ANDE/BRASIL.

Masini, E. F. S. (1994). O perceber e o relacionar-se do deficiente visual. Brasília, DF: CORDE.

Oliveira, V. P. (1997). Por uma interpretação ecológica nas práticas de educação do portador de deficiência visual. Revista Benjamin Constant, (Cool.

Silva, C. H. (2004). Equoterapia para cegos: teoria e técnica de atendimento. Campo Grande, MS: Ed. UCDB.

Silva, C. H. (2000). Interdisciplinaridade em Equoterapia. In J. C. Souza, L. M. A. Guimarães, & S. Grubits (Org.), Interdisciplinaridade e saúde mental. Campo Grande, MS: Ed. UCDB.

Tauffkirchen, E. (1999, Sptember). A good seat on the horse: a requirement for an effective hippotherapy. Therapeutic Riding in Germany.

Admin
Admin

Mensagens : 39
Data de inscrição : 04/09/2008

Ver perfil do usuário http://alentrens.omeuforum.net

Voltar ao Topo Ir em baixo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum